Durante minha cena com Claucio ocorreram duas coisas importantes, uma relacionada a descoberta interior do personagem, outra com relação a estrutura da cena.
Ao interagir com o personagem dele houve uma inversão de valores entre eles, tanto a descoberta de uma forca interior e coragem do meu, quanto uma fragilidade no dele (valores que aparentemente não existiam). E senti que isso os coloriu de vida, foi para mim o primeiro momento em que a senti total e verdadeiramente, seu medo, sua historia, sua coragem. Eu, a atriz, me emocionei muito ao vê-lo (o personagem do Claucio) desmoronar de uma suposta rudeza inabalável, e a personagem criada por mim, Alice, também se emocionou ao vivenciar a doença a partir da reacao do outro, para dai sentir a primeira faisca de coragem em assumir sua situação. (Descobertas em via de mão dupla e concomitantemente!)
A estrutura dramaturgica criada pelo Claucio foi o impulso para a qualidade da cena. A maneira em que foram dispostos os fatos contribuíram para que o objetivo fosse a acao dos personagens e não sua demonstração psicológica. Ao coloca-los em estado de atenção para a acao (o exterior | visível) podemos (eu e o Claucio) experimentar as reacoes (adaptacoes) deles perante os problemas | conflitos e consequentemente para senti-los mais vivos, tornando-os seres VIVENTES, DOTADOS DE ACOES, enfim, TEATRAIS.
Processo de criação - Improvisação a palavra 1
25\ 05\ 2010
Nenhum comentário:
Postar um comentário