domingo, 29 de agosto de 2010

Necessário?

A compreensão de quando se está utilizando artifícios desnecessários em cena, alongando-a demasiadamente. Repetindo elementos, e "enrolando" durante uma ação simples, por exemplo.

O lado bom desse "defeito" da cena desta semana é que ele não ocorreu por medo de não ser entendida, e sim por um intenso prazer de estar em cena, interagindo com a Ju (Juliana Franco), e tentando prolongar esse bem-estar em nós duas e no público. Resultado de uma intensa energia interna.

Chamei a atenção para esse ponto positivo, mas o cuidado com o desnecessário não deve ser abolido, pois se há energia não há necessidade de demoradas demonstrações de um único detalhe (mais uma vez, o estar demonstrativo... até que ponto é ruim? Até o ponto em que passa por cima do espírito de vida do personagem.).


                            (Processo de criação. Aula Improvisação: a palavra.   dia 05/05/2010)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Demonstrativo? Então me mostra.

Demonstrativo.
Eis a problemática da cena. O instante em que o personagem pára de viver para que o ator apenas narre fisicamente o personagem. Em posição de demonstração.
(Claro que isso pode ser válido. Caso seja a proposital intenção épica.)
E esse instante ocorre durante a fala, durante a exteriorização e formulação de palavras. O medo de que a palavra invalide ou confunda o gesto.

                                                        (17/04/2010  - Processo criativo, aula Improvisação: a palavra )


O CORPO NARRATIVO DO ATOR

Poderá o gesto suplantar a palavra em cena? Sim. Poderá então contradizê-la, negá-la? Como usar o corpo para contar uma história?
Tive uma experiência, e foi tão emocional que fica difícil descrevê-la concretamente. Mas percebi algo e fiz um progresso: Consegui ultrapassar a minha dificuldade em atuar sozinha, fazendo dos objetos (imaginários ou não) os meus companheiros de cena.
O gesto como metáfora. As palavras dizendo o que é concretamente, e o corpo transgredindo esse significado, num jogo de ambiguidades e de possibilidades diversas.

                                                                  (19/10/2009 -  Experiência-Oficina O corpo narrativo do ator, realizada por uma docente da UFRJ, na Unesp (Barra Funda)