quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Essência. Sobre o conhecimento do instrumento mutável.

O teatro é essencialmente feito de ação - não se discute aqui as outras artes e sensibilidade que o amplia - sem ela não há como reconhecê-lo! Ação, corporificação de uma história, de uma sensação, de seja lá o que for que se queira transpor para o ao-vivo-e-a-cores, com especialidade. E qual é seu instrumento a não ser o corpo: músculos,ossos,voz e energia, enfim, o conjunto. Daí a necessidade de conhecer suas potencialidades e limites. E durante essa pesquisa descubro-me até certo ponto inconsciente corporal, pensava antes que não conseguia realizar certos movimentos por simples "falta de jeito natural", colocava-me num problema sem solução - ai, coitada de mim, defeito genético - mas fui percebendo duas coisas importantes.
A primeira é que eu tinha que aceitar que o meu corpo era meu, aceitá-lo como parte intrínseca e parar de julgá-lo. Mas não aceitar de maneira estática, sem tentar fazer com que evolua,e sim aceitá-lo parando com os preconceitos (por exemplo que teria de ser necessariamente magro para que os movimentos fossem belos) resumindo: teria que encontrar e assumir sua beleza existente, para perder o medo de explorá-lo dentro do espaço.
A segunda é que precisava ter uma noção mínima do funcionamento de meus movimentos, pois percebi que o desenho do movimento que eu estava realizando não correspondia ao desenho que eu pensava estar realizandom e isso - até certo ponto - diminuía as possibilidade expressivas que o corpo contém. E concomitantemente com tudo isso buscar a que motivações levam-me certos movimentos, e quais movimentos me levam a certas motivações.


E ainda restam dúvidas: Qual a diferença entre movimento justo e movimento tensionado? E entre movimento fluido e relaxado? Veremos.

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